O ministro André Mendonça intensifica a atuação no desfecho do escândalo Master durante o período de interrupção das atividades judiciais promovido pelo STF. O magistrado prosseguirá com a análise dos detalhes da fraude envolvendo os pagamentos fraudulentos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mesmo sem julgamento formal, como ocorre em períodos normais de funcionamento da Corte.
Segundo a Revista Oeste, o recesso judicial, que se estende até o final de julho, não significa paralisação das atividades processuais para alguns membros do STF. A análise permanece ativa, focada nos casos considerados urgentes, uma prática conhecida por ministros como Mendonça e outros responsáveis pela manutenção da investigação sobre a Master. Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin também mantêm seus esforços durante o período de recesso, assim como os presidentes Edson Fachin e Alexandre Moraes.
O ministro Alexandre Moraes especificou que realizará um sistema de revezamento com Fachín para lidar com as solicitações urgentes ao longo do mês em curso. O vice-presidente da Corte analisará pedidos apresentados até a primeira quinzena deste julho, enquanto o presidente irá decidir sobre os casos submetidos após 15 de julho. Essa dinâmica demonstra uma preocupação particular por parte de Moraes na condução das investigações relacionadas à Master e outras questões que envolvem desvios no INSS.
A situação se agrava com a possibilidade do procurador-geral da República, Paulo Gonet, obter mais tempo para responder às acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seu suposto financiamento ao filme “Dark Horse”, produzido sobre o então presidente Jair Bolsonaro – conforme detalhado pela Revista Oeste. O ministro Mendonça já solicitou à PGR uma investigação aprofundada nesse caso, demonstrando um esforço da defesa do governo em expor possíveis irregularidades que envolvam figuras próximas ao ex-presidente e seus aliados no escândalo Master.









