Reprodução/Facebook/Rodrigo Bacellar

A Polícia Federal voltou a investigar Rodrigo Bacellar nesta quinta-feira, marcando a sexta etapa da Operação Unha e Carne. A ação se concentra na ligação do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALerj) com o Comando Vermelho (CV), um esquema que supostamente envolveu o vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.

De acordo com a Revista Oeste, as investigações remanescentes da Operação Unha e Carne têm se concentrado em mapear os canais através dos quais informações estratégicas foram entregues à facção criminosa. A primeira fase, entre dezembro de 2023 e março deste ano, já havia revelado o envolvimento do ex-presidente Bacellar com a divulgação de detalhes da Operação Zargun – uma ação que visava desmantelar as estruturas do CV no estado fluminense. Posteriormente, outros personagens como o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio também foram colocados sob investigação.

A complexidade do caso se intensificou com a atuação direta de autoridades judiciais, incluindo o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, que teria fornecido informações privilegiadas para Bacellar e TH Joias – articulador político do CV –, como apurou a Revista Oeste. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, desempenhou um papel central na condução da investigação ao decretar a prisão preventiva de Bacelar em março deste ano após sua cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma denúncia da Procuradoria-Geral da República. A medida foi justificada pelo contexto da ADPF 635 (“ADPF das Favelas”), levantando questionamentos sobre o alcance do judiciário na luta contra a criminalidade organizada, especialmente em áreas de vulnerabilidade social.

A Operação Unha e Carne não se limita apenas à esfera policial ou eleitoral; expandiu-se para apurar suspeitas de fraudes envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Educação fluminense, com indícios do direcionamento de recursos públicos a empresas ligadas ao CV via superfaturamento em materiais escolares e obras. A Polícia Federal cumprimentou sete mandados de prisão e 23 ordens judiciais no Rio de Janeiro e cidades vizinhas como Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana com o objetivo de identificar os responsáveis pelo esquema que beneficiava a organização criminosa investigada.

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