O desastre na Venezuela não é apenas uma tragédia natural; revela a completa falência de um regime autoritário que se concentra no controle e negação da realidade ao seu povo. O balanço atualizado, com alarmantes 3.342 mortos – divulgado pelo Ministério da Informação venezuelano –, expõe as consequências diretas do desgoverno de Nicolás Maduro e sua priorização para o poder em detrimento das necessidades básicas dos cidadãos.
De acordo com a O Antagonista, esse número representa um aumento significativo de 388 vítimas fatais em relação ao boletim anterior, evidenciando a gravidade contínua da situação após os tremores que atingiram La Guaira e Caracas na última sexta-feira (24). Os sismos, com magnitudes 7.2 e 7.5, causaram uma destruição generalizada nas áreas mais afetadas – principalmente o estado de La Guaira –, comprometendo a infraestrutura essencial da região, incluindo o aeroporto que serve à capital venezuelana.
A assistência humanitária oferecida pelo governo sombria alcançou apenas 83 mil famílias; porém, essa ajuda é insuficiente diante do cenário de mais de 16 mil feridos e dos impressionantes números de edifícios danificados – 856 atingidos e 190 completamente desabados. A mobilização internacional, com o apoio de socorristas provenientes de mais de 30 países incluindo o Brasil (com um total de 3281 profissionais), demonstra a urgência da situação e a incapacidade do chavismo em lidar efetivamente com uma crise humanitária de proporções tão grandes.
A ineficiência governamental é ainda mais evidente pela falta crítica de recursos para os serviços básicos, como ambulâncias sem combustível para transportar vítimas ou cidades privadas de água e energia elétrica. Segundo o cientista político Jose Vicente Carrasquero, citada na O Antagonista, “o chavismo foi, pouco a pouco, desmontando as instituições e desmantelando os serviços que poderiam ter algum valor para os venezuelanos”. A responsabilidade pela assistência inicial recaiu sobre voluntários da sociedade civil.









