Reprodução/Redes sociais

A interferência americana no futebol mundial ganhou um novo capítulo com a liberação de Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica. O atacante norte-americano havia sido expulso em uma partida controverso contra a Bósnia e Herzegovina, gerando questionamentos sobre os critérios utilizados pela Fifa.

Segundo a Revista Oeste, Donald Trump utilizou sua influência para pressionar Gianni Infantino, presidente da Fifa, buscando o fim de uma possível punição severa ao jogador. A ligação telefônica ocorreu na quarta-feira anterior à liberação formal do atacante e demonstra novamente como figuras políticas podem tentar moldar decisões judiciais esportivas em nível global.

A decisão extraordinária – a primeira desse tipo desde 1962 – foi tomada com base no Artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, que permite uma suspensão automática ser temporariamente interrompida por um período de teste de um ano. Essa manobra sugere fragilidades nos procedimentos disciplinares internacionais e abre espaço para futuras interferências políticas em competições esportivas.

A comemoração de Trump na rede social Truth Social – “Obrigado FIFA por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça”– reflete o desejo da administração americana de proteger seus atletas, mesmo que isso signifique contornar regras estabelecidas. A entrega do Prêmio da Paz pela Fifa em 2025 para Trump, após anos sem sucesso na candidatura ao Nobel, evidencia ainda mais essa busca por reconhecimento político e a influência exercida pelo ex-presidente nos bastidores dos eventos esportivos internacionais.

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