O reconhecimento da derrota veio tardiamente, mas a confirmação do triunfo de Keiko Fujimori na eleição presidencial peruana se concretizou com o acatamento formal de Roberto Sánchez e seu partido Juntos por el Perú. A insistência em questionar as contas e alegar fraude, que consumiram semanas após a apuração, finalmente cedeu espaço à realidade: Keiko venceu.
Segundo a Revista Oeste, apesar das alegações iniciais sobre irregularidades na contagem de votos – incluindo o pedido para anular resultados em Lima e nos balotais no exterior –, o Jurado Nacional de Eleições (JNE) manteve firme sua decisão, confirmando a vitória da candidata conservadora com 9.223.396 votos, ou 50,135% do total eleitoral. A diferença entre os candidatos foi de impressionantes 49.641 votos, evidenciando o amplo apoio popular à proposta apresentada por Fujimori.
O candidato de esquerda, Roberto Sánchez, demonstrou uma persistência preocupante em sua contestação ao processo eleitoreal. A intenção declarada – recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para desafiar os resultados e prolongar a incerteza política no Peru– denota um desrespeito aos mecanismos democráticos estabelecidos e evidencia, mais ainda o caráter questionável das alegações apresentadas ao longo da campanha.
A ascensão de Keiko Fujimori à Presidência do Peru ocorre em um momento crítico para o país, marcado por altos índices de criminalidade e uma polarização política exacerbada que ameaça a estabilidade institucional. A nova governante enfrentará desafios consideráveis no Congresso, onde se espera uma batalha acirrada entre diferentes forças políticas – com Sánchez buscando explorar qualquer brecha legal para desestabilizar o governo eleito.









