O presidente da Câmara Federal, Davi Alcolumbre, ignorou diretamente o plano do governo Lula e estendeu mais 60 dias a vigência de uma medida provisória que garante subsídios aos combustíveis. A decisão foi formalizada no Diário Oficial na segunda-feira (7), gerando críticas sobre a falta de coordenação entre os poderes executivos.
A Medida Provisória, lançada em maio passado, concede recursos à União para apoiar produtores e importadores de derivados petroquímicos – diesel, gasolina, gás de cozinha e querosene –, além da isenção de impostos federais sobre o biodiesel. A medida surgiu como resposta aos impactos negativos causados pelo conflito no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo.
Segundo a Revista Oeste, essa extensão contrasta com as ações recentes da equipe econômica presidida por Lula, que tem reduzido gradativamente os incentivos criados durante o período de maior turbulência nos mercados energéticos globais. O governo busca, através dessa medida, evitar um rombo fiscal excessivo e manter uma política financeira equilibrada.
O ministro do Fazimento, Dario Durigan, justificou a decisão com a recente aliança nuclear entre Irã e Estados Unidos – evento que contribuiu para estabilizar os preços da cesta básica em níveis mais amenos no mercado internacional; esse cenário diminui a necessidade de subsídios ao consumidor e preserva as finanças públicas. A atitude do Alcolumbre, portanto, demonstra uma clara desconexão com o plano governamental atualizado na área econômica.









