A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma nova onda de questionamentos após revelar que a espingarda Maestro Arms Company calibre 12, registrada em seu nome, permanece inexplicavelmente na empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos localizada em Caxias do Sul (RS). A informação foi formalizada ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF.
Segundo a Revista Oeste, o peticionário alega que a arma, recebida como presente, nunca saiu das dependências da empresa Maragato BR Importações desde sua aquisição. Essa revelação ocorre em resposta à constatação do Exército Brasileiro sobre a ausência de duas armas no material encaminhado para a Polícia Federal (PF). A defesa não esclareceu o destino da outra arma: uma pistola Glock calibre 9×19 mm Parabellum, gerando ainda mais dúvidas e suspeitas.
A situação complexa se desenrola em um contexto já marcado por investigações envolvendo o arsenal do ex-presidente. O Exército identificou a ausência de duas armas entre as seis entregues à PF – além da espingarda Maestro Arms Company calibre 12 e da pistola Glock, estavam uma Taurus .40 S&W, um fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma Typhoon calibre 12 GA, a Arex calibre 9mm e a SIG Sauer calibre 9mm. Todos esses armamentos são de uso restrito, o que já levanta sérias questões sobre a regularidade do registro dessas armas por parte do então presidente da república.
Os fatos se somam ao episódio ocorrido em junho deste ano, quando agentes da Polícia Militar do Distrito Federal apreenderam uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem no condomínio Solar de Brasília. O ex-presidente justificou a posse da arma alegando estar “protegendo sua família”, o que demonstra um comportamento arriscado e potencialmente ilegal considerando a legislação brasileira sobre armas, conforme apurou a Revista Oeste. A medida resultou na abertura de um inquérito pelo STF, intensificando as investigações em torno do arsenal particular do ex-presidente.









