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Michel Temer detalhou a ruptura irreparável com Dilma Rousseff após o impeachment, descrevendo um afastamento que se intensificou diante de uma avaliação considerada inoportuna da ex-presidente petista. Em entrevista recente, o então vice-presidencial revelou que nunca mais houve contato direto entre os dois políticos desde 2016, consequência direta a declarações públicas em seu favor.

Segundo Temer, a situação se agravou após um comentário sobre a refinaria de Pasadena nos Estados Unidos, onde Dilma Rousseff havia tentado adquirir tecnologia para o Brasil. O ex-presidente admitiu ter descrito a então presidente como “honestíssima”, uma avaliação que provocou uma resposta veemente da petista em 2022 através de nota oficial. A declaração subsequente de Dilma negava qualquer intenção de “limpar” sua imagem, reiterando acusações contra Temer por tentar classificá-la como golpista – alegação central do processo que culminou no impeachment dela. Como apurou a O Antagonista, o episódio evidenciou um abismo ideológico entre os dois líderes e selou uma incompatibilidade inegável.

Temer enfatizou sua intenção inicial de manter uma postura institucional ao assumir interinamente o cargo em 2016 – buscando respeitar o mandato que Dilma ainda exercia, mesmo afastada da Presidência pela Operação Lava Jato. Contudo, a insistente e aparentemente ingrata avaliação sobre a honestidade do petista transformou essa tentativa de diálogo numa impossibilidade concreta. O ex-presidente demonstrou frustração com a maneira como o processo político se desenrolava ao seu redor.

O emedebista também fez uma defesa contundente da atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente das decisões tomadas pelo ministro Alexandre Moraes após os eventos violentos de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos Três Poderes. Temer classificou a invasão como um ato deliberado com o objetivo de promover um golpe de Estado democrático – ainda que sem apoio militar direto – e reiterou, em tom firme, que as competências constitucionais do STF não estão à disposição para questionamento ou crítica meramente política.

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