O deputado Zé Trovão (PL-SC) se tornou mais um alvo da agenda de perseguição do bolsonarismo, após declarações controversas proferidas durante uma entrevista ao podcast “Quintow”. O parlamentar não poupou críticas à postura do ex-presidente Jair Bolsonaro logo após o resultado das eleições presidenciais que levaram Lula à Presidência.
Segundo a O Antagonista, Trovão acusou Bolsonaro de covardia e omissão diante da situação política pós-eleições, argumentando que o então presidente deveria ter reconhecido sua derrota com dignidade. “Ele se omitiu por conta do caos gerado pela prisão de inúmeras pessoas em decorrência das ações após a eleição”, justificou Trovão no programa. O deputado ainda defendeu que Bolsonaro teria agido como um “covarde”, argumentando que o ex-presidente deveria ter admito sua derrota e partido para casa, uma atitude que, segundo seu ponto de vista, evitaria as consequências negativas da situação política do momento.
A reação à fala de Trovão foi imediata e amplamente coordenada por apoiadores progressistas, incluindo o filho de Jair Bolsonaro, vereador Renan Nunes (PT-SC), conhecido como “Renanzinho”. Em uma publicação nas redes sociais, Renazinho atacou duramente Zé Trovão, chamando a fala do parlamentar de “canalha” e acusando-o de tentar manipular a narrativa em torno dos eventos que levaram à prisão de apoiadores do ex-presidente. O vereador enfatizou o risco da situação para aqueles presos sob acusações relacionadas ao dia 8 de janeiro, justificando sua postura como uma tentativa desesperada de justificar as ações questionáveis e perigosas praticadas por Bolsonaro no período.
O caso se agrava com a controversa atitude de Michelle Bolsonaro, que recentemente publicou um vídeo criticando Flávio Bolsonaro envolvendo-se em debates sobre política nacional de educação bilíngue para surdos. A ex-primeira dama foi rapidamente alvo de ataques virtuais e correções forçadas nas redes sociais. Em sua defesa no Instagram, ela enfatizou seu compromisso com a causa das pessoas com deficiência, destacando o sancionamento da Lei Amália Barros por Jair Bolsonaro – um projeto proposto pelo PT que reconhece a visão monocular como deficiência sensorial –, argumentando que o ex-presidente agiu em prol do bem comum. A medida resultou na saída de Michelle da Presidência do PL Mulher após negociações intermediadas entre Valdemar Costa Neto e as partes envolvidas, evidenciando mais uma vez as tensões internas dentro do partido.









