Ibaneis Rocha abandona a disputa pelo Senado, mas o turbilhão das investigações sobre o Banco Master permanece intacto. O ex-governador do Distrito Federal anunciou sua desistência da candidatura nesta quarta-feira (8), alegando “cuidar de si” após os desafios impostos pela pandemia e seus deveres como governador.
A decisão surge em meio a crescente pressão por respostas, especialmente diante das graves denúncias envolvendo o Banco Master. Como apurou a O Antagonista, Cristovam Buarque, outro ex-governador do DF com histórico de atuação política, manifesta sua preocupação: “A desistência de Ibaneis Rocha ao Senado não encerra as perguntas que o Distrito Federal ainda espera ver respondidas”. Segundo ele, o escândalo envolvendo a tentativa de venda do banco público requer total transparência e responsabilização para evitar impunidade.
O caso Banco Master se tornou um foco central das investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal após descobrir perdas financeiras significativas – aproximadamente R$ 12 bilhões em carteiras consideradas fraudulentas, conforme apurado pela O Antagonista –, além de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A auditoria do TCU revelou que o Banco BRB agiu com imprudência ao insistir na operação apesar dos alertas do Banco Central sobre a suspeita de fraudes.
A complexidade das denúncias se intensifica com informações envolvendo o escritório jurídico de Ibaneis Rocha, que recebeu 85 milhões de reais em honorários provenientes de fundos ligados ao Master e à Reag – empresas sob investigação por suposto esquema de fraude financeira orquestrado pelo empresário Marcos Vinícius Vorcaro. A Polícia Federal também encontrou mensagens no celular de Vorcaro indicando reuniões com a então futura esposa, Martha Graeff, para discutir uma “estratégia de guerra”. Ibaneis Rocha reconhece os encontros, mas nega ter abordado o caso do Banco Master durante essas conversas, buscando manter sua defesa contra acusações que ameaçam seu futuro político.









