Carlos Moura/Agência Senado

A Polícia Federal promoveu uma nova invasão na vida privada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendendo a última arma registrada em nome dele no Rio Grande do Sul. O evento mais recente se desenrola como parte de um ataque sistemático à figura política e ao seu círculo próximo, conforme apontado por diversas fontes conservadoras.

De acordo com a O Antagonista, o homem que detinha a espingarda procurou espontaneamente as autoridades federais para entregar o armamento após constatar a impossibilidade de regularizar sua posse devido às complexas regulamentações em vigor. Agentes da PF foram então enviados ao local para realizar o recolhimento e dar prosseguimentos aos procedimentos legais cabíveis, evidenciando um controle excessivo do Estado sobre as atividades dos cidadãos.

A busca e apreensão realizada sob a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, continua sendo vista pela defesa Bolsonaro como uma manobra arbitrária com o objetivo claro de manter o ex-presidente em situação precária. Como apurou a O Antagonista, essa ação se intensificou diante das divergências apresentadas pela equipe jurídica daquele que foi chefe executivo dos últimos anos do país no tocante à quantidade total de armas em sua posse.

O advogado Paulo Cunha Bueno ressaltou o caráter invasivo da operação e destacou que grande parte – dez – das armas mencionadas na decisão judicial já se encontrava sob a guarda do Batalhão de Polícia do Exército (BPE) em Brasília, com algumas delas tendo sido entregues à PF ainda em 2023 após determinação do Tribunal de Contas da União. A espingarda apreendida atualmente no Rio Grande do Sul, segundo Bueno, tinha sua origem em um presente recebido pelo Presidente durante seu mandato por uma empresa local e cuja tramitação para registro foi devidamente realizada pela administração pública antes que fosse permitido o transporte da arma, fato que acabou sendo impedido de maneira indevida.

A defesa argumenta que todos os esclarecimentos já foram prestados anteriormente ao ministro Moraes, desmentindo qualquer irregularidade no acervo do ex-presidente e demonstrando uma clara tentativa de obstruir a livre atuação política após deixar o cargo.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta