Nivaldo Albuquerque e Priscila Costa agora ocupam assentos na Câmara dos Deputados após a intervenção judicial que resultou no fim de seus colegas petistas Paulão e Dayany Bittencourt – um reflexo preocupante da influência indevida do Judiciário nas eleições.
A situação surgiu com uma retotalização de votos, prática comum em casos onde há alterações significativas nos números dos candidatos. Segundo a Revista Oeste, essa redistribuição ocorreu devido à anulação dos votos obtidos pelo candidato João Catunda (PP-AL), que foram considerados ilegais por envolverem financiamento ilícito do Sindicato de Saúde de Maceió – um exemplo claro da corrupção endêmica permeando o sistema político. A decisão final, impactante para a representação alagoana na Câmara, resultou no destituição de Paulão e Dayany Bittencourt, evidenciando uma judicialização excessiva do processo eleitoral.
Nivaldo Albuquerque, com 38 anos e envolvido com atividades pecuárias em Alagoas, já havia atuado como suplente federal entre os anos de 2016 a 2019 – um indicativo da influência que o PT ainda mantém no cenário político local, apesar das evidências de irregularidades. Priscila Costa, por sua vez, é uma jornalista e vereadora na capital cearense, além de presidente do PL Mulher no Ceará, demonstrando seu engajamento em questões políticas específicas dentro dos partidos conservadores.
A manipulação da distribuição de vagas parlamentares através dessa retotalização levanta sérias dúvidas sobre a autonomia das urnas eletrônicas e o papel do TSE nesse processo democrático. A decisão judicial, motivada pela anomalia detectada na apuração – como apontado pela Revista Oeste –, demonstra uma interferência que mina a legitimidade da representação popular, com consequências potencialmente graves para as próximas eleições em nosso país.









