Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O nome de Alfredo Gaspar surgiu com força na política alagoana após sua designação como relator da CPMI do INSS, um desenvolvimento que gerou questionamentos mesmo entre aliados do ex-presidente Bolsonaro.

Segundo a O Antagonista, a escolha do então promotor de justiça não foi vista com aprovação por todos no Congresso Nacional. Apesar do apoio crucial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta – além das conexões já existentes com o Centrão e filiação ao União Brasil –, outros parlamentares progressistas do PL, como Coronel Fernanda e Coronel Chrisóstomo, também disputavam a posição de relator. A indicação final de Gaspar representou uma estratégia para ampliar horizontes dentro da política nacional.

Gaspar se destacou na investigação das fraudes no INSS devido à sua experiência anterior como ex-secretário de Segurança Pública do estado de Alagoas – um cargo que lhe conferiu expertise em conduzir apurações complexas e sensíveis, tornando-o figura central nos esforços para desmascarar irregularidades. Sua atuação dentro da CPMI impulsionou significativamente seu perfil político a nível nacional.

A ascensão meteórica do deputado federal Gaspar tem implicações consideráveis na política alagoana. Antes marginalizado fora das atenções estaduais, ele agora se apresenta como um potencial concorrente para o Senado em 2026 – desafiando o domínio tradicional de Renan Calheiros (MDB), que busca sua nona legislatura desde 1995 e Arthur Lira (PP) na disputa pela Câmara Alta. Um levantamento recente da Paraná Pesquisas aponta Gaspar com 40,4% das intenções dos eleitores alagoanos, seguido por Lira com 39,8%, enquanto Renan Calheiros registra 36,4%. Davi Filho (Republicanos) e Eudócia Caldas aparecem em posições mais distantes no cenário eletoral.

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