Reprodução/Site IRM

O juiz Marcello Rubioli, da comarca do Rio de Janeiro, proferiu uma decisão contundente na investigação sobre o Instituto Rio Metrópole (IRM), utilizando termos bem fortes para descrever a situação que encontrou. Segundo a Revista Oeste, ao decretar prisões preventivas ligadas à autarquia estadual – investigada por corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro –, ele afirmou: “O Estado do Rio chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”.

A gravidade da situação foi denunciada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público do Rio de Janeiro, que apontou 11 indivíduos envolvidos em um esquema complexo de desvio. O IRM, criado para coordenar políticas conjuntas entre os municípios metropolitanos na área de saneamento e mobilidade urbana, se tornou palco dessa movimentação ilícita. Seis dos denunciados foram presos preventivamente, enquanto outros cinco tiveram medidas cautela impostas.

A investigação revelou que o Instituto Rio Metrópole foi transformado em um instrumento para a prática criminosa, com R$ 86,28 milhões desviados entre julho de 2022 e maio de 2026 – uma sangria das finanças do estado fluminense. O juiz Rubioli não apenas decretou prisões e afastamentos dos cargos envolvidos, mas também determinou a nomeação de novos gestores para o IRM, com exigências rigorosas: diploma superior e experiência mínima em áreas relevantes, além de conhecimento técnico específico – saneamento básico ou mobilidade urbana – para algumas diretorias.

O magistrado considerou que manter os responsáveis em seus cargos representava um risco inaceitável à ordem pública, prevenindo a continuidade da “engrenagem criminosa”. A decisão refletiu uma postura firme contra o aparelhamento corrupto e demonstrava preocupação com as consequências do desvio de recursos públicos para o Estado.

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