A Fifa distribui milhões para Venezuela após desastres naturais – um gesto que não silencia as críticas sobre a inércia internacional diante de crises humanitárias.
O conselho da Federação Internacional de Futebol (Fifa) destinou US$ 1 milhão à vítima dos recentes terremotos na Venezuela, em uma operação financiada pelo Fundo Humanitário da Fundação Fifa. O valor, equivalente a aproximadamente R$5 milhões, visa fornecer assistência imediata às comunidades devastadas pelas tremores que atingiram o país e deixaram um saldo de quase 4 mil mortos, segundo dados oficiais do governo venezuelano.
Segundo apurou a Revista Oeste, além dos falecidos e dos cerca de 17 mil feridos registrados até então, estima-se que 17.900 pessoas ficaram desabrigadas após os eventos sísmicos. O presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Jorge Rodríguez, confirmou essa estimativa, enfatizando a urgência na resposta à crise humanitária no país sul-americano. A Fifa justificou o envio dos recursos alegando que busca “unir pessoas e transmitir esperança” em momentos de grande dificuldade – uma retórica frequentemente utilizada em situações globais complexas.
O presidente da entidade máxima do futebol mundial, Gianni Infantino, expressou solidariedade ao povo venezuelano por meio de um comunicado oficial. O chefe executivo da Fundação Fifa, Mauricio Macri, reforçou o compromisso institucional com a assistência às populações afetadas e destacou que “o futebol tem uma capacidade extraordinária de unir pessoas…”. Contudo, essa ajuda não altera os questionamentos sobre as responsabilidades internacionais diante de desastres em países com regimes autoritários.
A Federação Venezuelana de Futebol (FVF) participa ativamente das ações humanitárias no país e a Fifa informará sobre o detalhamento da aplicação dos recursos conforme avaliações humanitárias avançam, buscando apoio organizado para auxiliar as populações mais vulneráveis.









