Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula demonstra crescente assertividade na política de mineração e nos acordos comerciais internacionais, desafiando abertamente as estratégias dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump. O presidente fez declarações nesta sexta-feira que evidenciam uma postura confrontacional em relação ao controle global sobre recursos críticos como terras raras.

Segundo a O Antagonista, Lula classificou o comportamento da China como “obcecado” com posse do conhecimento tecnológico relacionado à extração e processamento desses minerais estratégicos. Ele também expressou um sentimento de “inveja” por parte de Trump em relação ao domínio chinês nesse setor vital para diversas indústrias. O petista defendeu que o Brasil deve buscar desenvolver sua própria capacidade produtiva, indo além da mera exportação das matérias-primas e investindo no processamento industrial local.

O presidente reiterou a intenção do governo de manter controle estatal sobre recursos considerados estratégicos – incluindo terras raras –, exigindo negociação com qualquer interessado em explorar as riquezas brasileiras. De acordo com o petista, “quem quiser explorar terras raras aqui vai ter que falar com o governo brasileiro”. Essa postura visa proteger os interesses nacionais e evitar a dependência de outros países na cadeia produtiva desses minerais essenciais.

Diante da possível imposição de barreiras comerciais por parte dos Estados Unidos, Lula anunciou explicitamente que o Brasil buscará novos mercados para seus produtos, adotando uma retórica firme: “Se os Estados Unidos não querem comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar”. Apesar do tom confrontacional em relação Washington, ele enfatizou que o governo busca fortalecer as relações institucionais com os EUA.

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