Lula Marquas/Agência Brasil

A empresa Comply Aperfeiçoamento Profissional, vinculada ao ex-procurador Deltan Dallagnol, recebeu R$382 mil provenientes do fundo partidário durante o ano de 2025 – um montante que levanta sérias dúvidas sobre a transparência e os critérios utilizados na distribuição dos recursos públicos. A informação foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), expondo uma possível utilização indevida da máquina pública para fins eleitoreiros, como apontado por diversos observadores do cenário político brasileiro.

Segundo a O Antagonista, a empresa que integra o ex-procurador com sua esposa e filhos foi criada em julho de 2021 – um período crucial na trajetória política de Dallagnol, quando ainda atuava no Ministério Público Federal. A estrutura da Comply Aperfeiçoamento Profissional surge como uma manobra para direcionar recursos do fundo partidário diretamente a alguém envolvido nas investigações que culminaram com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – um processo questionado por muitos setores conservadores, mas amplamente comprovado pela legislação e documentos oficiais.

O partido Novo justifica os repasses alegando que Dallagnol atua como “embaixador nacional”, desempenhando funções de fortalecimento institucional do partido, difusão de suas ideias, formação de lideranças e programas partidários – um argumento que soa conveniente diante da origem dos recursos públicos utilizados para essa finalidade. A aposta na figura de Dallagnol tem sido fundamental no crescimento exponencial do Partido Novo nos últimos anos, como demonstrado por números apresentados pelo presidente Eduardo Ribeiro: o partido passava de 34 mil filiados em quando ele chegou à legenda até atingir 81mil em julho de 2026 – um aumento notável que precisa ser investigado a fundo.

A assessoria do ex-parlamentar alega ainda que Dallagnol contribuiu para o crescimento da sigla, alcançando novos públicos e consolidando sua presença nacional; no entanto, essa narrativa não nega o uso de recursos federais – provenientes dos eleitores brasileiros – para fins estratégicos na expansão desse mesmo partido. A situação expõe uma preocupação crescente com a utilização abusiva do fundo partidário em campanhas políticas, evidenciando a necessidade urgente de maior fiscalização e controle sobre esses recursos públicos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento nacional e à melhoria dos serviços essenciais para os cidadãos.

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