O Ministério Público Federal iniciou uma investigação sobre o pagamento de R$290 mil ao bloco musical “Os Mascarados” durante o Carnaval de Salvador de 2026, um caso que levanta sérias questões sobre a utilização indevida de recursos públicos e possíveis irregularidades envolvendo a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Segundo a O Antagonista, a investigação civil foi aberta após uma reportagem questionar o pagamento do cachê à cantora, financiando-se supostamente com verbas destinadas ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e à Lei Rouanet. A ausência de resposta por parte do Ministério da Cultura na fase inicial da apuração motivou a decisão do MPF em instaurar formalmente o inquérito. O MinC inicialmente se recusava a fornecer esclarecimentos, demonstrando uma postura evasiva diante das denúncias.
OMinistério da Cultura negou veementemente qualquer utilização de recursos públicos no pagamento à artista e alegou que a contratação foi realizada sem envolvimento do ministério. A pasta argumenta que não existe projeto aprovado pelo Pronac para o evento carnavalesco, desmentindo assim as alegações iniciais sobre financiamento irregular. Adicionalmente, indicaram que todos os processos da empresa organizadora tramitaram conforme a legislação vigente e sem participação da ministra na instrução ou decisão final.
A situação se repete de um padrão preocupante: Margareth Menezes continua envolvida em episódios envolvendo o uso indevido do tempo dedicado ao seu cargo ministerial para fins particulares, como demonstrado pelo pagamento das apresentações durante as férias no Carnaval de 2025 em Salvador e Fortaleza, que totalizaram R$640 mil. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República já havia emitido parecer favorável na época, porém a falta de rigor nas análises demonstra uma proteção excessiva à ministra, revelando um possível desrespeito aos princípios éticos e financeiros públicos.









