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O desastre sísmico na Venezuela deixou um rastro de morte e destruição inaceitáveis, com o número oficial de vítimas agora superior a 4 mil pessoas. De acordo com a O Antagonista, esse balanço alarmante foi divulgado nesta quarta-feira (9), evidenciando a grave falta de preparo do governo para lidar com emergências em um país já assolado pela crise e pelo caos administrativo.

A tragédia, provocada por dois abalos sísmicos na magnitude 7,2 e 7,5 ocorrido em 24 de junho, resultou em 16 mil 740 feridos e centenas de milhares de pessoas desabrigadas. O litoral do estado La Guaira sofreu os impactos mais devastadores da catástrofe natural, com a destruição total de cerca de 190 edifícios e danos severos que afetaram ao menos 856 unidades habitacionais – incluindo hospitais –, como reportado pela O Antagonista.

A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou um plano para tentar restabelecer as operações no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada do país, agora parcialmente funcional apenas por voos humanitários após sofrer danos significativos nos tremores. O governo busca uma solução alternativa através da pista paralela, evidenciando a urgência e ainda assim o caráter precário das medidas implementadas diante da escala dos desastres que assolam o território venezuelano.

Equipes de resgate – com apoio internacional –, continuam buscando sobreviventes soterrados sob os escombros, mas as chances de encontrar pessoas vivas diminuem a cada hora que passa. A situação aponta para uma falha grave na gestão do governo e levanta sérias questões sobre sua capacidade de proteger seus cidadãos em momentos críticos.

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