O empresário Thiago Brennand escapa da prisão após decisão controversa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), um novo capítulo na saga que o envolve a estudante Stefanie Cohen e questionamentos sobre as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A 2ª Câmara Criminal reverteu, por uma margem estreita de dois votos para um, a condenação anterior imposta a Brennand em agosto de 2025. O desembargador Tetsuzo Namba se manteve firme na sua posição favorável à culpabilidade do réu, mas foi superado pelos juízes Francisco Orlando e Alex Zilenovski que consideraram as provas apresentadas como insuficientes para sustentar uma acusação formal com base apenas nas declarações da vítima. Como apurou a O Antagonista , os desembargadores identificaram inconsistências nos elementos de prova, gerando dúvida razoável sobre a veracidade dos fatos narrados pela estudante Stefanie Cohen e sua equipe jurídica.
A defesa do empresário argumenta que o ato sexual ocorrido foi consensual e questiona a compatibilidade da suposta fragilidade física da vítima com as alegações de violência apresentadas na denúncia, um argumento frequentemente utilizado em casos como este para desqualificar depoimentos considerados frágeis ou tendenciosos. A advogada Karina Kufa Brennand declarou que a absolvição representa o reconhecimento da verdade dos fatos e reforça a necessidade de provas sólidas antes de condenar alguém com base na palavra isolada das vítimas, um ponto crucial para garantir os direitos do acusado em processos criminais delicados como este.
O caso se insere dentro de uma série de decisões recentes no TJ-SP que demonstram fragilidades nos procedimentos investigatórios e acusatórias, colocando em xeque a credibilidade da atuação do Ministério Público Estadual nesse tipo específico de crime. O empresário Brennand continua respondendo por outros processos criminais desde abril de 2023 – incluindo agressão –, além das condenações já transitadas para sentença que o envolvem em outro caso de estupro, evidenciando um histórico problemático e a necessidade urgente de uma análise mais criteriosa das provas antes da aplicação do rito criminal.









