Tânia Rego/Agência Brasil

A inflação oficial do país assaltou o bolso do consumidor em maio, com um salto de 0,62% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), impulsionado por um aumento alarmante nos preços dos alimentos, energia e saúde. Segundo a Gazeta do Povo, o índice, que desacelerou em relação aos 0,89% de abril, demonstra a persistente pressão sobre o orçamento familiar, acumulando uma alta de 4,64% em 12 meses.

O setor de Alimentação e Bebidas foi o principal responsável por essa escalada, com avanços expressivos de 1,38%. A batata-inglesa disparou 26,29%, o tomate subiu 12,97%, o leite longa vida aumentou 6,07% e as carnes registraram um avanço de 1,98%. Mesmo com algumas flutuações, como a queda da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%), os alimentos comprados para consumo doméstico continuaram a corroer a renda das famílias.

A pressão inflacionária não se restringiu apenas à mesa, estendendo-se ao setor de Habitação, com um aumento de 1,03%. A bandeira tarifária amarela, que impõe uma cobrança adicional de R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos, intensificou o impacto na conta de luz, especialmente em cidades como Fortaleza, Salvador e Recife, onde reajustes locais agravaram ainda mais as despesas. Adicionalmente, o aumento nas tarifas de água e esgoto em Goiânia e no gás encanado no Rio de Janeiro também contribuiu para a instabilidade econômica.

O grupo Transportes foi o único segmento com uma leve redução, com um recuo de 0,33%, impulsionado pela suposta queda nos preços dos combustíveis, com diminuição de 2,73% no etanol, 2,04% no diesel e 1,32% na gasolina. No entanto, a inflação continuou elevada devido ao aumento nas passagens aéreas, que subiram 3,25% após uma retração no mês anterior, evidenciando a vulnerabilidade do consumidor diante das constantes pressões econômicas.

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