Gilson Abreu/AEN-PR

Com o estado em alerta climático, Santa Catarina investe pesado na prevenção de desastres naturais. O governo, sob o comando do então secretário Ricardo Miranda, mobilizou R$ 330 milhões para a Defesa Civil, um esforço considerável diante das projeções de chuvas intensas e alagamentos associadas ao possível fenômeno El Niño.

Segundo a Gazeta do Povo, a iniciativa, proposta pelo deputado Matheus Cadorin, reuniu uma ampla gama de atores – desde lideranças políticas e meteorologistas até representantes do Ministério Público e de órgãos de infraestrutura – em uma tentativa de criar um plano de ação robusto e coordenado. A necessidade de uma resposta imediata se tornou evidente com a observação de um aumento de 0,5 ºC na faixa equatorial do Oceano Pacífico, um sinal claro de que o El Niño pode se confirmar em junho.

O meteorologista Leandro Puchalski ressaltou que a mera existência do El Niño não garante enchentes catastróficas. Ele enfatizou que outros fatores climáticos podem atenuar ou intensificar seus efeitos, e que a avaliação precisa da intensidade das chuvas só poderá ser feita com maior precisão a partir de setembro. A complexidade da situação exige um monitoramento constante e a adoção de medidas proativas.

Marilene de Lima, da Epagri, reforçou que os impactos mais significativos do El Niño em Santa Catarina costumam se manifestar na primavera, concentrando-se em outubro e novembro. O governo, portanto, está direcionando estratégias para o setor agrícola, oferecendo orientação sobre culturas vulneráveis e incentivando a adaptação das safras para lidar com a crescente frequência de eventos climáticos extremos.

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