A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impôs uma suspensão imediata ao lote 61/411 do repelente Repele Spray da Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos, um revés para o consumidor que busca proteção contra picadas de insetos. A decisão restringe a venda, distribuição e uso total das unidades pertencentes àquele mesmo lote.
A irregularidade foi detectada após um laudo do Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP), órgão independente, que demonstrou falha na eficácia da substância IR3535 presente no produto – componente essencial para repelir mosquitos e outros insetos voadores. Segundo a Anvisa, o composto não oferece a proteção esperada devido à criação de uma barreira olfativa sobre a pele, tornando-a menos atraente aos vetores do mosquito dengue, zika ou chikungunya.
A Mavaro agiu prontamente, anunciando um recolhimento voluntário das unidades afetadas em resposta à decisão da Anvisa. A empresa admitiu que o problema se originou de uma falha no processo produtivo e está mobilizando equipes para identificar os consumidores e estabelecimentos comerciais que receberam o lote questionado – com foco na substituição imediata do produto problemático. Como apurou a Revista Oeste, esta ação demonstra a necessidade de rigorias fiscalizações pela Anvisa em relação à qualidade dos produtos disponíveis no mercado nacional.
A situação expõe fragilidades nos controles sanitários e levanta sérias dúvidas sobre a segurança da Mavaro – além de corroborar o senso crítico que muitos consumidores têm com relação aos produtos sem comprovação robusta de sua eficácia. A empresa tem um longo caminho pela frente para restaurar a confiança do público, enquanto a Anvisa deve intensificar suas atividades de fiscalização e garantir que apenas produtos eficazes cheguem ao mercado consumidor.









