Rosinei Coutinho/STF

A figura de Jason Miller, assessor de Donald Trump, ecoou com particular força em meio à crescente percepção de irregularidades envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Suas declarações, carregadas de crítica, expõem a desonra da persistência da situação carcerária do ex-presidente.

Segundo a Revista Oeste, Miller direcionou um discurso contundente aos jornalistas presentes à entrevista coletiva, após o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente norte-americano. A acusação central foi a de que a imprensa, em grande parte, atuou como cúmplice em uma perseguição política sistemática contra a direita, perpetrada sob a administração do ex-presidente Lula e, de forma mais específica, sob a influência de Alexandre de Moraes. A referência à “polícia política” da Polícia Federal, que chegou a incluir Miller como vítima em 2021, intensifica a crítica à atuação do Judiciário.

O assessor de Trump não se restringiu a críticas direcionadas ao Brasil. Ele apontou a negação de extradição de figuras como Allan dos Santos, Osvaldo Eustáquio e Adriano Castro, além de Carla Zambelli, pelas justiças de Estados Unidos, Espanha, Polônia e Itália. Essa série de decisões judiciais, segundo Miller, serve como um claro indicativo de que o Judiciário brasileiro, personificado em Alexandre de Moraes, não possui legitimidade e está atuando como um instrumento de perseguição à direita.

A reação da imprensa brasileira, que demonstrou bajulação e apoio ao ex-presidente Lula, gerou um sorriso amarelo entre os presentes. Jason Miller, em sua avaliação, expôs a dura realidade: o Brasil sob o governo do petista se configura como uma ditadura e Jair Bolsonaro permanece preso politicamente.

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