A Polícia Federal aponta desvio de recursos do Rioprevidência, com o Banco Master pagando R$ 22,1 milhões em propinas por meio de uma lobista.
Segundo a Revista Oeste, a investigação da PF revelou que o Banco Master repassou uma comissão de 0,6% sobre os R$ 3,69 bilhões injetados pelo fundo de pensão do Estado do Rio de Janeiro em diferentes ativos financeiros. Esse valor, registrado em nota de rodapé da decisão, demonstra uma possível manipulação para beneficiar a instituição financeira.
A trama envolvia a Mídias Promotora SA, empresa ligada ao lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, que atuava como intermediária nas operações. A Planner Corretora, fundada por Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro e do Banco Master, também se envolveu, vendendo cerca de R$ 510 milhões em letras financeiras ao Rioprevidência. Ambos os casos resultaram em mandados de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, deflagrada em 26 de julho.
A troca de mensagens entre Rodrigues e Vorcaro, conforme apurou a Revista Oeste, evidencia a colaboração direta entre os envolvidos para atingir metas de captação. O lobista expressou gratidão à equipe pelo sucesso em apenas 45 dias, destacando o Banco Master como o segundo maior captador de letras financeiras nesse período. Este cenário levanta sérias questões sobre a transparência e a gestão dos recursos do Rioprevidência.
O caso se agrava com o histórico de Ricardo Siqueira Rodrigues, que já colaborou como delator na Operação Lava-Jato e esteve envolvido no esquema conhecido como “QG da Propina” na Prefeitura do Rio, durante o governo Marcelo Crivella. A revelação de práticas ilegais e a utilização de empresas de fachada para movimentar valores somam mais um capítulo de corrupção a ser investigado.









