O governo boliviano liderado pelo presidente Rodrigo Paz enfrenta uma grave crise interna desencadeada por protestos violentos e bloqueios generalizados de rodovias, com o apoio da comunidade internacional sendo buscado para garantir a estabilidade democrática no país.
Segundo a Revista Oeste, os manifestantes, compostos principalmente por sindicatos ligados ao setor trabalhista e agrícola, têm causado um desabastecimento crítico em grandes centros urbanos bolivianos durante 50 dias de paralisação do fluxo comercial. Essa situação gerou uma declaração de estado de emergência pelo governo Paz, buscando conter a escalada da violência e garantir o abastecimento básico para a população.
A intervenção internacional se manifesta por meio de um comunicado conjunto assinado pelos Estados Unidos e 14 outras nações – Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru –, que expressam seu apoio total ao governo Paz. O documento denuncia a ação de uma minoria “violenta” que busca subverter a vontade popular manifestada nas urnas em outubro/2025, quando o presidente foi eleito democraticamente.
A Revista Oeste aponta para seis pontos críticos de obstrução na região do Chapare, dificultando ainda mais as operações logísticas e agravando a instabilidade democrática no país. Os signatários da nota defendem que os manifestantes devem priorizar um diálogo construtivo com o governo boliviano dentro das vias constitucionais, em vez de perpetuar bloqueios que privam milhões de cidadãos do acesso essencial à saúde, combustíveis e alimentos por sete semanas já.









