O Bolsa Família, programa social do governo, enfrenta sérias críticas após relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). A auditoria revelou que milhões de crianças foram deixadas sem o acompanhamento adequado de saúde e frequência escolar, evidenciando falhas graves na fiscalização do programa.
Segundo a Revista Oeste, o ministro Walton Alencar Rodrigues liderou o processo que identificou a ausência de controle sobre um contingente alarmante de beneficiários. O relatório aponta que, em determinado período de 2024, quase 7,5 milhões de crianças – representando 40% do público-alvo – perderam o acompanhamento de saúde, incluindo dados cruciais como vacinação e desenvolvimento infantil.
A auditoria do TCU também expôs um problema alarmante na área educacional. Mais de 6 milhões de crianças e adolescentes não receberam monitoramento de frequência escolar, demonstrando uma falha crítica na eficácia do programa. Como apurou a Revista Oeste, a situação se agrava com o fato de que um contingente considerável de beneficiários – 15% dos cadastrados, ou 5,2 milhões de pessoas – não são localizados, desaparecendo do sistema sem que haja consequências imediatas.
A reportagem do TCU destaca que famílias que simplesmente se mudam e não atualizam seus dados no Cadastro Único são automaticamente excluídas do programa, sem que o governo tome medidas para garantir a continuidade do suporte. Essa prática cria um incentivo perverso, permitindo que beneficiários abandonem o sistema sem qualquer tipo de responsabilização, enquanto aqueles que seguem as regras enfrentam punições progressivas.









