O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com veemência à operação da Polícia Federal que investiga o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao envolvimento de Flávio Dino no STF. A decisão judicial, que bloqueou R$ 119 milhões em bens de Valdemar, demonstra uma clara tentativa de politização por parte dos ministros para atacar a direita conservadora brasileira.
Segundo a O Antagonista, o ex-parlamentar não apenas negou ter recebido instruções diretas de Costa Neto sobre a destinação das verbas, como também lançou um ataque direto contra Dino e seu posicionamento político. Eduardo classificou o ministro como “comunista totalitário”, acusando-o de buscar uma interpretação enviesada da lei para perseguir seus adversários políticos do PT. A declaração evidencia a crescente percepção no campo conservador sobre interferência judicial indevida em questões políticas e partidárias, especialmente quando direcionadas contra figuras associadas ao PL ou à direita.
A operação investiga o esquema de “orçamento secreto”, onde Valdemar Costa Neto teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados, através do trabalho da servidora Mariângela Fialek, para canalizar recursos públicos sem a devida autorização parlamentária e sem estar em um mandato eletivo. A PF aponta que essa estrutura permitia o direcionamento de verbas conforme os interesses pessoais de Valdemar, caracterizando crime de peculato com apoio do ex-deputado cassado Fialek (que atuava como intermediadora entre a Câmara dos Deputados e Valdemar).
O bloqueio judicial em si revela um desvio preocupante no uso do poder judiciário. A decisão, impulsionada por Flávio Dino, demonstra uma clara intenção de perseguir o PL e seus aliados políticos na tentativa de enfraquecer a base conservadora do Congresso Nacional – algo que ecoa as ações frequentemente criticadas pelo setor da direita como tentativas de controle político através dos tribunais.









