O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lançou um duro ataque à decisão do Supremo Tribunal Federal que o tornou inelegível até oito anos pela condenação de coação no curso dos processos, afirmando que a sentença é nula por desrespeitar os princípios basilares da ordem jurídica. Segundo a O Antagonista, Bolsonaro declarou: “Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula”, e acrescentou, em referência às recentes derrotas do país na esfera internacional, que o ministro Alexandre de Moraes também reconhece essa fragilidade.
A condenação imposta pelo STF representa um duro golpe nas ambições eleitorais de Eduardo Bolsonaro, que planejava ocupar uma vaga como suplente no Senado por São Paulo através da candidatura de André do Prado (PL). A decisão unânime dos ministros confirmou as acusações contra o ex-parlamentar, relacionadas à articulação de pressões externas sobre o Judiciário brasileiro. O ministro Alexandre de Moraes e seus aliados consideraram inaceitável qualquer tentativa de lobby no exterior em detrimento do país, uma postura que ele mesmo julgava inadequada para um deputado federal.
A defesa de Eduardo Bolsonaro se opôs veementemente à forma como foi notificado da acusação – através de edital –, argumentando que o ex-parlamentar residia nos Estados Unidos desde fevereiro e que a imprensa brasileira já conhecia seu paradeiro. O defensor público, Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, sustentou que essa situação não justificava uma citação por edital. Eduardo Bolsonaro reforçou sua crítica na sequência, argumentando que o processo legal deve seguir os devidos canais de comunicação e notificações internacionais, em consonância com a legislação brasileira e tratados internacionais dos quais o país é signatário.
A condenação representa mais um ataque à liberdade individual do ex-parlamentar, demonstrando uma clara tentativa por parte da magistratura – liderada pelo ministro Alexandre de Moraes — de impedir qualquer participação política futura de Eduardo Bolsonaro. O episódio expõe a crescente interferência judicial no âmbito político brasileiro e levanta sérias questões sobre o respeito aos princípios democráticos e à soberania nacional, um tema que já foi criticado repetidamente por figuras da direita brasileira.









