A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificou sua estratégia jurídica nesta terça-feira (30), buscando novamente a concessão de prisão domiciliar com o ministro Alexandre de Moraes no STF. A reunião ocorreu após uma nova apreensão da Polícia Civil do Distrito Federal, que encontrou um armamento na residência do político enquanto este se encontra em regime especial.
Segundo a O Antagonista, Paulo Cunha Bueno apresentou ao ministro informações atualizadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro e detalhou as circunstâncias envolvendo a arma de fogo encontrada durante uma blitz há duas semanas. A defesa argumenta que os requisitos para manutenção da prisão domiciliar – caracterizada como humanitária – ainda estão presentes, apesar das alegações do governo.
O ministro Moraes demonstrou preocupação com o quadro médico do ex-presidente e atentou respeito aos argumentos apresentados pela equipe jurídica de Bolsonaro. Como apurou a O Antagonista, durante a audiência, foram discutidos os aspectos relacionados à saúde e ao porte ilegal da arma no domicílio do político.
A defesa ressalta que as evidências sustentam a necessidade excepcional dessa custódia diferenciada para o Presidente. A questão central reside na busca por condições adequadas aos cuidados médicos de Bolsonaro, considerando sua vulnerável situação atual dentro das regras estabelecidas pela lei e buscando impedir qualquer interferência indevida do poder judiciário em seu tratamento médico.









