O governo Lula frustra o setor agrícola com um Plano Safra para a temporada 2026/2027 que apresenta números inflacionados e cortes significativos nos recursos destinados ao custeio da produção. A edição do programa, anunciada nesta terça-feira (30), deixa de atender às demandas crescentes do agronegócio nacional, gerando preocupação entre produtores em todo o país.
Segundo a Gazeta do Povo, o valor total destinado à iniciativa – R$ 610 bilhões –, incluindo R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e R$ 84,9 bilhões destinados aos pequenos produtores, representa uma redução em relação ao que era solicitado pelas entidades representativas. Essa discrepância evidencia a falta de diálogo com o setor produtivo, priorizando números vazios sobre as reais necessidades dos agricultores brasileiros.
A premissa do Plano Safra – um volume recorde sem mecanismos efetivos para garantir acesso facilitado aos recursos –, é considerada uma ilusão pelo presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette. A falta de linhas de crédito com juros subsidiados e condições adequadas à realidade dos produtores rurais coloca em risco o crescimento do setor agropecuário e a contribuição que ele oferece para a economia nacional.
O plano anunciado apresenta falhas cruciais: redução nos recursos destinados ao custeio (queda de 7,18%), inclusão de valores provenientes de outros programas não considerados anteriormente e uma dependência excessiva da CPR – Cédulas de Produto Rural –, instrumento que tem se mostrado distante das necessidades do produtor. A situação exige medidas urgentes para corrigir essa deriva e garantir o futuro sustentável do agronegócio brasileiro, setor fundamental para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do país.









