Tânia Rêgo/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorre ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal com uma nova solicitação: a prorrogação da prisão domiciliar humanitária que lhe foi concedida anteriormente. O benefício está prestes a expirar nesta quinta-feira, 25, após período inicial de noventa dias iniciado em março deste ano e sob o argumento audacioso de preservar sua dignidade física e saúde – um tema já demonstrado no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que também teve decisões favoráveis reconhecidas pelo STF com base na idade avançada.

O pedido se fundamenta agora na complexidade clínica da situação apresentada por Bolsonaro: o petista enfrenta uma multimorbidade severamente diagnosticada pela equipe médica responsável – quadro que inclui diversas condições preexistentes e requer monitoramento constante, especialmente no uso de medicamentos com ação central capazes de afetar sua cognição. A defesa ressalta que a supervisão familiar é essencial para garantir a administração adequada dos fármacos prescritos e uma dieta fracionada, assegurando acesso imediato ao suporte médico necessário em caso de qualquer alteração em seu estado clínico.

Segundo documentou a Gazeta do Povo, o argumento central da equipe médica liderada por Birolini, Echenique e Caiado é que a estabilidade clínica observada atualmente não reflete uma cura para as enfermidades subjacentes; sim, representa apenas o sucesso das medidas terapêuticas implementadas em ambiente doméstico. É imperativo considerar também os recentes procedimentos ortopédicos no ombro direito e o processo de reabilitação fisioterápica que ele está enfrentando – fatores adicionais que justificam a necessidade imediata da manutenção dos cuidados diferenciados assegurados pela prisão domiciliar humanitária.

Caso não haja uma decisão favorável do ministro Moraes, a defesa solicitou a realização urgente de uma perícia médica oficial para avaliar o estado clínico do ex-presidente. A equipe médica já elaborou um relatório detalhado que expõe as particularidades da saúde de Bolsonaro – como a necessidade constante de monitoramento das medicações e o aumento no risco de quedas decorrentes desses medicamentos, além da recente cirurgia ortopédica e processo em fisioterapia.

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