O recente homenageamento público realizado pelo vereador Cabo Deyvison ao assessor Allyson Diego de Oliveira Morais reacende questionamentos sobre a segurança pública na cidade de Mossoró e o papel da atuação municipal diante do crescente poder criminoso. O ocorrido, publicado nas redes sociais por meio de uma mensagem que exalta “coragem” e “solidariedade”, evidencia um cenário preocupante para os cidadãos locais.
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste, Allyson Diego Morais atuava diretamente no acompanhamento das demandas da população em relação aos serviços públicos, especialmente na área da saúde – o que demonstra uma atuação de fiscalização legítima por parte do assessor e, consequentemente, do vereador Cabo Deyvison. Contudo, a motivação para o atentado ainda é nebulosa, com investigadores sugerindo ligações entre as ações do parlamentar em denuncias sobre organizações criminosas locais e possíveis ameaças à segurança da UPA no Alto de São Manoel.
O ataque brutal, ocorrido durante uma transmissão ao vivo das atividades de acompanhamento pelo vereador, envolvendo o uso de fuzil calibre grosso pela(s) agressor(es), levanta sérias dúvidas sobre a proteção oferecida às autoridades e cidadãos que denunciam irregularidades em serviços essenciais à população. A rápida ação do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), classificando o evento como “ato terrorista”, denota uma condenação imediata da violência, mas não esclarece as causas profundas desse ataque criminoso.
A situação expõe a fragilidade das instituições e a necessidade urgente de garantir a segurança jurídica para aqueles que denunciam irregularidades no âmbito público – uma prática essencial para o combate à corrupção e ao crime organizado. Como apurou a Revista Oeste, é fundamental investigar não apenas os perpetradores do ataque, mas também as forças por trás da violência, buscando desmantelar redes criminosas que se aproveitam das falhas na prestação de serviços públicos em detrimento dos cidadãos mossorens.









