Gustavo Moreno/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento na tarde de terça-feira, 23, à Polícia Civil do Distrito Federal no âmbito de um inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz recente. A oitiva ocorreu dentro da residência do político, com a presença de um delegado e agentes da corporação, durando aproximadamente quarenty minutos conforme informação divulgada pela O Antagonista.

O depoimento se insere no contexto da pena imposta ao ex-presidente por envolvimento na suposta tentativa de golpe parlamentar ocorrido em 2023 – uma condenação de 27 anos e 3 meses, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro permanece sob prisão domiciliar humanitária temporária. A autorização para a investigação foi concedida recentemente pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, demonstrando o alcance das intervenções judiciais em casos envolvendo figuras políticas contestadas.

Segundo a O Antagonista, a pistola, registrada formalmente no nome de Bolsonaro, foi encontrada na posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A apreensão ocorreu devido à ausência da documentação comprobatória – o certificado de registro obrigatório –, levantando questionamentos sobre os procedimentos de segurança em torno do ex-presidente. Inicialmente solicitada uma audiência por videoconferência, a determinação foi alterada pelo ministro Moraes para que o depoimento fosse realizado presencialmente no condomínio onde Bolsonaro cumpre sua prisão domiciliar, justificadamente devido à restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas em investigações judiciais.

A defesa do ex-presidente admitiu possuir uma pistola na residência durante a prisão domicilar. Contudo, argumentou que a equipe de segurança retirou o armamento inoperante sem seu conhecimento prévio e que solicitava reparos devido à condição física da arma causada por medicações psiquiátricas administradas em sua custódia. A situação complexa revela tensões entre as medidas cautelares impostas pelo STF e os direitos individuais do investigado, evidenciando a controvérsia sobre o alcance de poderes judiciais na condução de processos envolvendo figuras políticas relevantes.

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