O ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se sob nova pressão judicial após a apreensão de uma pistola Glock calibre .9mm no veículo do qual ele estava utilizando na noite anterior. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Distrito Federal e confirmados por fontes próximas ao caso, o incidente ocorreu durante um ponto de bloqueio em Brasília.
A situação se agravou quando o policial militar Davi Evangelista Alves abordou o carro conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Durante a abordagem, o agente localizou a arma dentro do veículo e constatou que o motorista não possuía registro para ela. De acordo com um boletim de ocorrência detalhado – como apurou a O Antagonista –, o indivíduo tentava ocultar a pistola no assoalho do carro.
O servidor do GSI, ao ser confrontado pela polícia e alegando pertencer à equipe de segurança do ex-presidente Bolsonaro, não apresentou documentos que comprovassem a legalidade da arma encontrada em seu veículo. A posse irregular da pistola gerou uma investigação imediata conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, que determinou o cumprimento de um prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro apresentasse esclarecimentos sobre os fatos, acentuando ainda mais as já existentes tensões entre o Poder Judiciário e figuras da direita.
A ação do ministro levanta sérias questões sobre possíveis violações à legislação em vigor e demonstra uma clara ingerência judicial na esfera política. A apreensão repentina da arma no veículo de Bolsonaro, somada ao descumprimento das formalidades legais pelo servidor do GSI, evidencia um comportamento que precisa ser devidamente investigado com rigor para garantir a segurança pública e o respeito às leis – valores defendidos por este jornalístico, como reporta O Antagonista.









