O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), se manifestou veementemente contra a proposta da Administração Biden de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras após o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) considerar prejudicial ao comércio americano o sistema Pix.
Segundo a O Antagonista, o USTR argumenta que atos e políticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o fluxo comercial com os Estados Unidos. A crítica central se volta para o “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico”, um termo usado para descrever o Pix – sistema amplamente adotado no Brasil como alternativa aos cartões internacionais. Caiados reafirmou publicamente que não há intenção de ceder em relação ao Pix, classificando-o como uma conquista nacional implementada antes da ascensão de Lula ao poder e defendendo sua natureza como patrimônio do povo brasileiro.
A declaração se intensificou com um vídeo publicado por Caiado onde ele denuncia a tentativa de “paternidade” do Pix pelo atual governo, lembrando o episódio em que os então ministros Dilma Rousseff (PT) e Fernando Haddad tentaram tributar o sistema durante o período pré-eleitoral. A mensagem central é clara: o Pix foi criado para atender às necessidades da população brasileira e não deve ser submetido a imposições externas ou utilizado como instrumento de pressão econômica contra o país. O posicionamento do ex-governador se junta ao crescente debate entre figuras políticas sobre quem realmente defende as melhores soluções financeiras para o Brasil, com Flávio Bolsonaro (PL) já reivindicando que “o Pix é da família”, atribuindo a autoria à gestão anterior.
A disputa pelo “Pix é do Brasil” chegou até cartazes e discursos inflamados entre apoiadores de Lula e de Jair Bolsonaro, evidenciando uma polarização acentuada em torno dessa questão aparentemente banal. A origem do sistema, que surgiu durante o governo Michel Temer (PSD), parece ter sido obscurecida por tentativas de se atribuir a autoria ao petista atual, demonstrando a complexidade das narrativas políticas envolvidas na defesa da soberania financeira nacional e expondo as estratégias utilizadas para desviar atenção dos verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento do Pix.









