O presidente Lula recorre a justificativas estranhas para explicar sua ausência na Marcha para Jesus, um evento de grande importância religiosa no Brasil que remonta à década de noventa. A decisão do petista, segundo o próprio, é evitar qualquer interpretação equivocada em ano eleitoral, alegando não querer “tirar proveito político de uma coisa sagrada”.
Essa postura questionável evidencia a preocupação excessiva com imagem e a busca por manobras para se distanciar de compromissos que poderiam ser vistos como apoio explícito à religião. Como apurou a Gazeta do Povo, o argumento é particularmente irônico considerando sua trajetória política marcada por intensas relações com líderes religiosos. A justificativa ecoa estratégias já utilizadas em campanhas passadas para desconstruir qualquer associação positiva entre seu governo e crenças populares.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro proferiu um discurso inflamado na Marcha para Jesus, afirmando que o “mundo do mal” se retirará deixando espaço para a direita no poder ainda neste ano. O pré-candidato à presidência reiterou sua postura conservadora e crítica ao governo, reforçando seu posicionamento dentro da Aliança Liberal. A presença de Flávio demonstra uma estratégia clara para atrair apoio em setores religiosos do país que se sentem negligenciados pela atual administração.
A ausência de Lula no evento também trouxe à tona o caso envolvendo a atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, e seu papel na Marcha para Jesus – um evento alugado pelo governo federal há mais de 20 anos. Ao mesmo tempo, resta evidente uma postura questionável por parte do Ministério Público Federal que optou por não denunciar irregularidades em contratos envolvendo a organização do evento. A atuação do AGU, cuja indicação ao STF foi rejeitada pelo Senado, demonstra o uso da máquina estatal para fins políticos.









