A Câmara do Rio de Janeiro deu luz a um projeto de lei que visa proteger e promover a cultura evangélica na cidade, uma iniciativa impulsionada pela vereadora Alana Passos (PL). A proposta representa um reconhecimento da influência histórica e cultural das denominações evangélicas no município, buscando assegurar a preservação de um legado que, segundo a vereadora, “ajudou a construir a história do Rio”.
O projeto autoriza a Prefeitura a criar um centro de memória dedicado à presença evangélica, utilizando espaços públicos já existentes. O objetivo é registrar e expor a história da comunidade evangélica no Rio, incluindo exposições, digitalização de acervos, registros orais e manifestações musicais. Segundo a Revista Oeste, a iniciativa surge em um contexto de crescente visibilidade da cultura evangélica no cenário urbano.
A proposta também permite que a prefeitura estabeleça convênios com diversas igrejas evangélicas para garantir a execução das ações previstas. O texto preza pela “laicidade do Estado, pela impessoalidade e pelo pluralismo cultural”, buscando evitar qualquer tipo de favorecimento de uma única denominação. O projeto foi aprovado em duas votações no plenário da Câmara, após ser apresentado em março.
O projeto de lei surge em um momento de crescente debate sobre o reconhecimento de diferentes culturas e tradições no Brasil. A aprovação, agora aguardando sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), representa um passo em direção à valorização de um grupo religioso que, por muito tempo, foi marginalizado em discussões sobre identidade nacional.









