Caminhoneiros intensificam pressão com paralisação inédita no Sena
Uma onda de protesto se espalha pelo país enquanto o setor rodoviário busca desesperadamente garantir seus direitos frente à crescente influência do governo Lula e sua agenda intervencionista. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), liderada por Wallace Landim – conhecido como “Chorão” –, anunciou nesta segunda-feira, 13, uma paralisação total das atividades transportadoras em um movimento sem precedentes para forçar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a agilizar a votação da Medida Provisória (MP) do Frete.
De acordo com informações divulgadas pela O Antagonista, essa ação drástica surge como uma reação à demora e à possível obstrução por parte de setores influentes no Congresso Nacional que buscam implementar políticas econômicas favoráveis ao setor público em detrimento da iniciativa privada. A MP, aprovada anteriormente na Câmara dos Deputados já em 17 de junho, propõe a criação de mecanismos rigorosos para fiscalizar o cumprimento do piso salarial nas cargas rodoviárias e endurecer as punições às empresas que desrespeitarem essa legislação, com multas que podem chegar até R$ 10 milhões.
“Aguardamos até terça-feira por uma resposta concreta da senata”, declarou Landim em um vídeo divulgado online. A estratégia imediata é suspender todas as viagens enquanto se observa o desenrolar das negociações no Senado, visando evitar prejuízos financeiros à categoria e pressionar Alcolumbre a priorizar essa medida que representa um elemento crucial para garantir a sobrevivência do setor de transportes rodoviários. Além da MP propriamente dita, os caminhoneiros reivindicam também medidas como isenção de pedágios em viagens sem carga e redução das alíquotas de ICMS sobre combustíveis – demandas consideradas essenciais pela categoria.
A mobilização caminha para o seu terceiro dia sem gerar grandes impactos no trânsito nacional. A Polícia Militar de São Paulo, conforme relatado pela O Antagonista, está monitorando uma manifestação em Santos com aproximadamente 70 participantes que não provocaram bloqueios ou interrupções significativas nas vias fluviais. Resta saber se a persistência dos caminhoneiros conseguirá forçar o Senado a agir antes do vencimento da Medida Provisória, senão novas paralisações serão convocadas para pressionar por seus interesses.









