Antonio Augusto/STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, emitiu um alerta contundente sobre a necessidade de integridade entre os magistrados, durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial. O evento, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), surge como uma resposta direta a iniciativas como o “Gilmarpalooza”, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, que também teve início na mesma semana.

A ministra Cármen Lúcia enfatizou a urgência de juízes que demonstrem coragem diante dos riscos persistentes à democracia, destacando a importância de um encontro como aquele para formular soluções e instrumentos que combatam essa crise. Ela defendeu a necessidade de uma ética constitucional compartilhada por todos os poderes, reforçando a importância da confiança da população nas instituições.

Segundo a Gazeta do Povo, Cármen Lúcia propôs um processo de educação democrática para o Judiciário e a sociedade, visando que o povo compreenda o papel do juiz e as expectativas das instituições. A ministra acredita que essa medida evitaria equívocos individuais serem interpretados como falhas institucionais permanentes, buscando que as instituições recebam a confiança do povo, em vez da desconfiança que tem gerado.

O congresso, coordenado pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, abordou temas cruciais como o “dever de reserva” nas redes sociais, buscando prevenir que manifestações privadas comprometam a imparcialidade dos tribunais. O ministro Christophe Soulard, da Corte de Cassação da França, alertou para os riscos de comentários imprudentes que poderiam dissolver a confiança do público na imparcialidade de um juiz e de toda a instituição.

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