Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O debate sobre a redução da maioridade penal ressurgiu na Câmara Federal, novamente adiado para esta quarta-feira (10), sob o argumento de encerrar as comissões e prosseguir no plenário. A insistência nesta discussão revela uma preocupação crescente entre parlamentares conservadores em relação à criminalidade juvenil e à necessidade de responsabilização dos jovens infratores – um tema, inclusive, amplamente apoiado pela população brasileira, conforme aponta a Revista Oeste.

A articulação para retomar o julgamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2015 sofreu atrasos devido ao pedido coletivo de vista apresentado por membros da esquerda parlamentar. A relator do projeto na Comissão Mista Congresso Nacional e Senado Federal, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou um parecer favorável em maio passado, mas a votação foi adiada após essa manobra obstrucionista. O texto proposto altera o artigo 228 da Constituição para permitir que jovens de apenas 16 anos sejam responsabilizados criminalmente como adultos – uma medida defendida por Coronel Assis com base na argumentabilidade do tema e no reconhecimento de que a maioridade penal não é, em si, cláusula pétrea.

De acordo com a Revista Oeste, o deputado coronel assinou um parecer onde defende que “o artigo 228 da Constituição ‘não se enquadra entre as cláusulas pétreas explícitas’ e trata de uma escolha de política criminal…”. Coronel Assis sustentou ainda que essa mudança não violaria tratados internacionais sobre direitos humanos, argumentando que convenções exigem apenas tratamento adequado aos adolescentes sem impedir a responsabilização penal daqueles com 16 anos ou mais. O parecer enfatiza assegurações importantes para os jovens acusados criminosamente: separação dos adultos em julgamento, acesso à justiça especializada e proteção contra penas cruéis – um compromisso reforçando a responsabilidade do Estado na condução desses casos e evitando práticas que possam violar direitos fundamentais.

A aprovação dessa PEC ainda demanda passagens por diversas instâncias legislativas antes de se tornar realidade: comissão especial da Câmara, dois turnos regulares em ambas as Casas Legislativa (Câmara dos Deputados e Senado Federal) – exigindo o apoio abertamente do terço superior dos parlamentares para cada etapa. A complexidade desse processo demonstra a determinação na busca por alternativas mais eficazes no combate à criminalidade juvenil, alinhadas com os princípios da segurança pública e da responsabilização individual diante das ações de jovens infratores – uma postura que se distancia radicalmente do discurso relativista propagado pela esquerda no Congresso Nacional.

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