A precipitação da queda na circulação de jornais impressos no Brasil, com uma redução de 32,6% em 2025, revela um cenário preocupante para a imprensa tradicional e levanta sérias questões sobre a qualidade e relevância do conteúdo oferecido. Os dados, divulgados pela Revista Oeste, apontam para um declínio alarmante, evidenciado por números do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) e da PwC.
O cenário é marcado por um desinteresse crescente do público pela mídia impressa. Em 2024, a média diária de circulação era de 304.857 exemplares, mas, em 2025, essa cifra despencou para 205.610. Essa queda abrupta se reflete em um desempenho ruim de grandes jornais, como o Estado de S. Paulo, que sofreu uma retração de 59,9%, e o Extra, com uma redução de 24,8%.
A Revista Oeste aponta para uma possível falta de transparência na metodologia utilizada pela PwC para auditar os jornais, uma vez que a equipe não conseguiu acessar dados detalhados sobre o processo. Esse cenário de opacidade agrava a desconfiança do público em relação à mídia, já fragilizada por anos de notícias falsas e manipulação. A saída da Folha de S.Paulo e do O Estado de S. Paulo do IVC e a contratação da PwC para a auditoria também alimentam essa desconfiança.
A situação é agravada pela ausência regular de jornais impressos diários do Rio de Janeiro e de São Paulo em Brasília. De acordo com a Revista Oeste, a tendência de queda na circulação do jornal impresso se acentua, sem uma projeção clara sobre sua longevidade. O desinteresse do público pode ser uma resposta à qualidade do jornalismo oferecido e ao aumento da desinformação.









