O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, viu sua inelegibilidade estendida até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um novo golpe na trajetória política do ex-chefe do executivo fluminense. A decisão, confirmada nesta terça-feira (2), valida a acusação de abuso de poder político e econômico, centrada na utilização de servidores públicos para fins eleitorais durante a campanha de 2022.
Segundo a Gazeta do Povo, a controvérsia gira em torno da contratação de 27 mil funcionários temporários nas instituições de pesquisa Ceperj e Uerj, que teriam sido diretamente utilizados como apoio à campanha de reeleição de Castro. A utilização desses profissionais, em plena véspera das eleições, levanta sérias questões sobre a integridade do processo eleitoral e a possível manipulação de recursos públicos para fins partidários. A condenação original, em 24 de março, culminou na renúncia de Castro ao cargo, demonstrando a gravidade das acusações contra ele.
Após a renúncia, e em meio a duas operações da Polícia Federal em rápida sucessão, Castro abandonou sua tentativa de eleger-se senador. O TSE, ao analisar os recursos apresentados pelas defesas de Castro e do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, rejeitou os argumentos das partes, mantendo a inelegibilidade do ex-governador. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, reiterou a decisão, acompanhado pela maioria dos demais ministros do TSE, incluindo André Mendonça e Dias Toffoli.
A decisão do TSE, somada à crise sucessória que se instalou no Rio de Janeiro com a renúncia de Castro, abre margem para questionamentos sobre a atuação do judiciário e seu papel na interferência em processos políticos. A possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para definir o formato de uma eleição-tampão evidencia a persistência de disputas e a necessidade de garantir a lisura das eleições, assegurando a liberdade de escolha dos eleitores.









