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A Federação Norueguesa de Futebol move a Fifa contra a entrega controversa de um prêmio a Donald Trump, expondo uma possível violação de princípios de neutralidade pela entidade máxima do futebol.

A NFF formalizou seu protesto ao acionar o Comitê de Ética da Fifa, seguindo uma denúncia levantada pela organização de direitos humanos FairSquare. A organização questiona a decisão de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de conceder o Prêmio de Paz ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026.

Segundo a Revista Oeste, o grupo FairSquare já havia levantado a preocupação sobre a possível falta de critérios transparentes e justificativas claras para a criação da premiação, bem como para a escolha de Trump como homenageado. A Federação Norueguesa, liderada pela presidente Lise Klaveness, busca respostas da Fifa sobre a motivação por trás dessa homenagem, especialmente em um contexto de crescente proximidade entre Infantino e o republicano após o retorno de Trump ao poder.

Klaveness ressaltou que a iniciativa foi tomada unilateralmente pela NFF, em resposta à falta de explicações da Fifa sobre a premiação. A dirigente enfatizou que outras federações nacionais estavam cientes da proposta, porém optaram por não buscar apoio formal, evitando disputas internas. A entrega do Prêmio de Paz a Trump, com os Estados Unidos sendo o principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, levanta sérias questões sobre a integridade e a imparcialidade da Fifa, especialmente considerando o torneio que se aproxima entre 11 de junho e 19 de julho.

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