Ricardo Stuckert/PR

A influência digital de Deolane Bezerra se tornou palco de uma grave acusação: a colusão com o Primeiro Comando do Capital (PCC) e a prática consistente de lavagem de dinheiro. A influenciadora foi formalmente denunciada pelo Ministério Público de São Paulo, juntamente com Marco Willians Herbas Camacho – conhecido como Marcola –, líder da facção criminosa, além de outras quatro pessoas que formariam uma organização predatória para ocultar ilícitos financeiros.

Segundo a Gazeta do Povo, o esquema investigativo aponta para um período entre 2018 e 2025, durante o qual Deolane Bezerra teria operado com Lopes Lemos Transportes Ltda., também conhecida como “Transportadora Lado a Lado”. Essa empresa servia de fachada para dissimular recursos obtidos ilegalmente pelo PCC. A trama envolvia depósitos fracionados em contas pessoais da influenciadora, uma estratégia complexa para mascarar as origens ilícitas do dinheiro.

A defesa de Deolane Bezerra tenta minimizar a situação ao argumentar que sua prisão é desnecessária e motivada por interesses midiáticos. O advogado Aury Lopes alega inocência, afirmando inexistir qualquer vínculo direto com o PCC e ressaltando as consequências negativas para uma criança dependente dela caso permaneça presa. No entanto, os fatos apresentados na denúncia do MP-SP revelam um padrão preocupante: a utilização de empresas como instrumento para lavar dinheiro proveniente da criminalidade organizada.

A situação se agrava com novas informações que emergem das investigações conduzidas pela Operação Vérnix. A ação conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Civil aponta uma conexão direta entre Deolane Bezerra, no período compreendido por 2022 e 2024, e Willians Herbas Camacho – Marcola –, líder do PCC. Imagens públicas mostram a influenciadora em companhia de figuras ligadas ao crime organizado durante esse intervalo temporal, o que reacende questionamentos sobre possíveis relações previamente não reveladas na investigação.

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