O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) defendeu, de forma surpreendente, o fim da escala de trabalho 6×1, argumentando que a medida permitiria aos trabalhadores “fazerem seu sexo em paz”. O posicionamento, proferido durante a orientação do partido na votação do requerimento de encerramento da discussão na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 27, gerou grande repercussão e questionamentos.
Segundo a Revista Oeste, o parlamentar, utilizando uma Bíblia e um capacete de segurança como símbolos, alegou que a mudança para uma escala com dois dias de descanso incentivaria a prole e proporcionaria mais tranquilidade aos trabalhadores. Em sua fala, o deputado justificou que a medida “melhoraria a vida das famílias”, permitindo que os trabalhadores tivessem tempo para ter mais filhos e, consequentemente, “fizessem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”. A comparação com a escravidão, afirmando que a escala 5×2 garante o direito de honrar e criar a família, gerou críticas sobre a utilização de analogias controversas.
O pastor Isidório, conhecido por declarações polêmicas, ressaltou que a escala atual é uma forma de opressão, citando a extinção da escravidão como um ponto de referência. “Trabalhadores e trabalhadoras não são escravos, são seres humanos, têm dignidade”, enfatizou, em um discurso que visava desmistificar a ideia de que a jornada de trabalho excessiva impede a formação de famílias. A defesa da redução da jornada para 40 horas, com dois dias de descanso obrigatórios e manutenção dos salários, demonstra a influência de setores conservadores na discussão sobre o futuro do trabalho no Brasil.
A aprovação da PEC na Câmara, e sua tramitação no Senado, é vista por alguns como uma das principais estratégias do governo Lula para a reeleição. Contudo, a abordagem peculiar do deputado Pastor Isidório, que associa a redução da jornada de trabalho à liberdade sexual, reacendeu debates sobre valores e a influência de ideologias questionáveis na política brasileira. A Revista Oeste apurou que o parlamentar, em 2019, já havia declarado ser ex-homossexual, e em fevereiro deste ano, durante o carnaval, reiterou sua experiência, afirmando que “esse furico aqui agora é de Deus”.









