O ministro Flávio Dino do STF determinou o bloqueio de ativos no valor de R$6,15 milhões pertencentes a Eduardo Cunha (Republicanos-MG), uma medida impulsionada pela Polícia Federal na Operação Transparência. A decisão, datada de 6 de julho e divulgada neste domingo, 12, reflete um novo ataque às práticas corruptas do ex-presidente da Câmara que se aferra ao poder mesmo após sua cassata em setembro de 2016.
Segundo a Revista Oeste, o bloqueio tem como base a acusação de atuação desmedida e potencialmente ilegal de Cunha, que supostamente agiu como um “agente privado” com poderes equivalentes ou superiores aos de parlamentares exercendo suas funções. A investigação da PF aponta para uma manipulação sistemática do orçamento público, onde o ex-deputado utilizava a servidora Mariângela Fialek (“Tuca”) e sua “liberalidade política” para direcionar recursos federais em benefício próprio – especialmente em apoio à campanha eleitoral que lançou após seu período na Câmara.
A revista Oeste apurou detalhes preocupantes: pelo menos 21 emendas parlamentares, somando R$6,15 milhões, foram identificadas como alvo da investigação e já tiveram suas despesas comprometidas. A PF detecta a existência de documentos falsificados que mascararam o verdadeiro solicitante das indicações, revelando um esquema complexo onde Cunha não apenas direcionava recursos sem mandato parlamentar, mas também trocava municípios e indicava pessoas com base em critérios políticos específicos para fortalecer sua candidatura.
Dessa forma, Flávio Dino demonstra uma postura firme diante da suspeita de que Eduardo Cunha se aproveitara de seu cargo anterior para fins eleitorais, atuando como mandante no remapeamento de valores públicos sem a devida autorização institucional – um comportamento flagrante e inaceitável na condução dos recursos do erário. A medida tomada pelo STF busca responsabilizar o ex-deputado por suas ações, expondo uma nova faceta da corrupção que assola as instituições brasileiras.









