Douglas Ruas. Reprodução

Douglas Ruas busca, mais uma vez, injetar instabilidade no governo do Rio de Janeiro, desta vez, recorrendo ao STF com um pedido audacioso de assumir o cargo de governador do estado. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, pressiona o ministro Luiz Fux para que determine a “imediata investidura e efetivo exercício da função de Governador”, buscando, de forma inédita, intervir diretamente na condução do Executivo fluminense.

A situação no Rio de Janeiro é, como bem apurou a O Antagonista, um reflexo da completa falta de lideranças e da profunda crise de governabilidade que assola o estado. A renúncia de Cláudio Castro e a saída prematura de Thiago Pampolha, o vice, deixaram o estado em um vácuo de poder, um cenário de dupla vacância que, longe de ser resolvido, abre portas para manobras políticas questionáveis.

O argumento central de Ruas, segundo seu pedido ao STF, é que sua eleição para a presidência da Alerj o coloca na linha sucessória do Executivo, superando a posição do desembargador Ricardo Couto, atual ocupante interino do cargo, determinado pelo próprio STF. A lógica apresentada pelo petista é, no mínimo, controversa e demonstra uma tentativa de usar o Judiciário para desmandos políticos.

A estratégia de Ruas encontrou forte resistência no próprio Supremo Tribunal Federal. Como apurou a O Antagonista, o ministro Cristiano Zanin, relator de outra ação sobre as eleições fluminenses, rejeitou a tentativa de Ruas de alterar o curso da decisão judicial, reiterando que a eleição da Alerj para a presidência não modifica o papel do STF na definição do formato da eleição para o mandato-tampão. Além disso, a ação do PDT, que busca anular o pleito da Alerj alegando irregularidades na votação, ainda está pendente de análise no STF, evidenciando a morosidade e as disputas jurídicas que caracterizam o cenário político do estado.

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