Bruno Peres/Agência Brasil

O retorno de El Niño reacende a preocupação com as condições climáticas no Brasil e exige uma resposta urgente do governo federal para mitigar potenciais desastres. A confirmação da presença desse fenômeno pelo Instituto Oceânico e Atmosférico dos Estados Unidos (NOAA) representa um risco real, conforme destacado por especialistas em clima global.

A agência norte-americana informou que as condições de El Niño já estão presentes, com expectativa de intensificação no inverno 2026-2027, atingindo o ápice entre a primavera e verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Segundo a nota técnica publicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), esse evento climático pode desencadear uma série de impactos negativos na economia brasileira: ondas de calor severas, prolongadas secas que afetam o abastecimento e atividades produtivas em diversas regiões, além do aumento da incidência de chuvas intensas com risco elevado de inundações.

A situação é particularmente crítica no Sul do país, onde a tendência apontada por meteorologistas indica um acentuamento das precipitações – como apurou a Gazeta do Povo –, o que pode resultar em enchentes e deslizamentos desastrosos já considerando os eventos extremos de 2024. No Norte e Nordeste, espera-se uma redução drástica nos índices pluviométricos, agravando as secas existentes e colocando em risco comunidades inteiras. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a necessidade imediata de medidas preventivas, especialmente diante do potencial impacto no Pantanal, Amazônia, Caatinga e Cerrado – áreas já duramente afetadas por eventos climáticos extremos nos últimos anos.

O estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que analisou 45 anos de dados hidrológicos na Bacia do Prata, reforça a necessidade urgente de investimentos em Defesa Civil e sistemas de monitoramento, após o desastre ocorrido no estado gaúcho em 2024. A magnitude da crise climática exige uma ação governamental firme e coordenada para proteger vidas e bens, evitando que o Brasil reviva as tragédias recentes que deixaram milhares de pessoas desalojadas e impactaram a economia nacional – conforme evidenciado pelas secas recordes no Amazonas entre 2023 e 2024.

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