O pagamento de R$700 mil a uma ministra do STM indicada pelo governo Lula através de um esquema envolvendo empresas “laranjas” levanta sérias suspeitas sobre corrupção e influência indevida no sistema judiciário militar. A revelação, traz pela Revista Oeste, expõe fragilidades na apuração da verdade em investigações conduzidas por órgãos do Estado, especialmente quando se trata de figuras ligadas ao PT.
Segundo a matéria publicada pela revista, o empresário Ericson de Azevedo admitiu ter atuado como mero fantoche para a ACX ITC Serviços de Tecnologia, uma empresa com capital social superior a R$100 milhões e vinculada ao “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes. O depoimento detalha um esquema complexo: o pagamento por dados pessoais – apenas R$5 mil na época da abertura da firma –, além dos recebidos para assinar documentos, evidenciando a utilização de terceiros como instrumento para ocultar e direcionar fluxos financeiros ilícitos.
A movimentação colossal de R$918 milhões pela ACX ITC, detectada pelo Coaf e confirmada por relatórios da Operação Saturno – que também aponta “fortes indícios de envolvimento com recursos oriundos do tráfico” –, somado aos R$39 bilhões investigados pelos alertas levantados na CPMI do INSS, demonstram a possível extensão dessa rede criminosa. É preciso questionar como uma empresa tão suspeita consegue operar sem maiores restrições e quais os interesses que impulsionam essa complexa teia de empresas controladas por figuras ligadas ao PT.
A ministra Verônica Sterman justificou o pagamento dos pareceres jurídicos, mas a forma em que isso ocorreu – através da ACX ITC – é passível de investigação mais profunda. A nomeação própria de Sterman pelo presidente Lula, em setembro de 2025, acentua ainda mais as suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse e o uso do sistema judiciário militar para fins políticos. A atuação do Superior Tribunal Militar (STM), sob a influência do governo da vez, exige rigorosa fiscalização por parte dos órgãos competentes, como tem defendido a Juíza Cynthia Cordeiro, conforme reportagem publicada na Revista Oeste.









